Esta passada quarta féira, 23 de Novembro, aparecía nos jornáis galegos -e estrangeiros, nomeadamente espanhois- a nova do “assalto” do Parlamento galego por parte de deputados do “Partido Popular de Galicia” (PPdeG).
O assalto, coma se for umha nova e contrária toma da Bastilha francesa, produciuse cando, em troques dos coarenta alcaldes e concelhais populares que estabam acreditados para entrar ao hemiciclo, tentarom entrar no órgano legislativo galego os douscentos membros electos do PPdeG que acudirom ao Pazo do Hórreo. Entre estes cargos eligidos polo povo galego destacou, persoalmente cando menos por dous motivos, umha alcaldessa: Elissa Noguéira, alcaldesa electa durante os vintecinco anos da democracría do concelho de Sam Cibrao das vinhas, lindante coa cidade de Ourense. Um motivo de destaque é, como pode um ver nesta ligazóm do jornal compostelám “El Correo Gallego”, ter sido umha das máis activas “assaltantes” do edifício do nosso Parlamento. A segunda, que engade um toque de surrealismo ao priméiro, é a história da alcaldessa e a súa reacçom ante feitos, ás veces, calcados á “acçom guerilheira” -é brincadéira, é certo- realizada polos alcaldes “populares”.
Para pórnos em situaçom deberiamos saber que no seu concelho estám dous dos polígonos industriais que fornecem de travalho aos cidadáms de Ourense, o Polígono Industrial de Sam Cibrao das vinhas, creado no 1972 e um dos priméiros do País, e o Polígono Barreiros, máis modesto e de máis recente creaçom. Isto dá a Sam Cibrao umhas grandes rentas económicas e um pulo económico-social muito forte -como anédota, no escudo do município há tres eixos, representando a forza industrial do concelho-. Empressas e cartos, máis de duas décadas no governo, maiorías absolutas repitidas… temos a figura do perféito cacique, “mando y ordeno” do seu lar e jefe indiscutível; isto último, em parte.
Cando chega umha nova empressa para tentar ubicarse nos polígonos de Sam Cibrao, sempre há um tanto por cento de novos travalhadores que tenhem que ser “colocados” por donha Elissa. Pouco a pouco, se um quer travalhar lá, deberá falar com donha Elissa. Sempre haberá algo que um poda facer por ela máis adiante. Por ejemplo, cada catro anos colher um papel no que ela figura de número um e depossitalo na furna eleitoral. Suponhamos.
Até aquí todo máis ou menos similar a muitos concelhos do rural galego: um alcalde que fai e desfai e umha massa que emigra -ainda que no concelho desse alcalde haja umha média de empressas instaladas que se achega á média de empressas instaladas no inglés Campo de Gibraltar-. Pero “palavra por dizer, nom tem tacha”.
E aquí falamos de Valeo. Os travalhadores de Valeo de Ourense -tamém há umha factoría no Porrinho- forom despedidos há já ano e méio. Os operários, vendo
peligrar os seus postos de travalho, mobilizaromse; e parte dessas mobilizaçoms foi pecharse na Deputaçom de Ourense durante um “acto de homenagem” aos alcaldes da provinza de Ourense que levabam 25 anos no cargo. Adivinham quem estaba alí, nom sí?. Exactamente, donha Elissa Noguéira, alcaldessa con 25 anos de mandato e, ademáis, alcaldessa do concelho onde radica o polígono industrial no que estaba Valeo. Despois de ser abucheada polos operários, e mentres se dirigía ao restaurante -há que comer, por suposto- abaneando as perlas e o visóm que somlhe característicos, espetoulhes a ums futuros dessempregrados: “Vós nunca máis vades a travalhar no Polígono!”. Se um travalha no Polígono é por que ela quere. E ponto. E se lhe estragas a paparota… os teus filhos podem ir mercando um bilhete de avióm ás Canárias, por ejemplo.
Pero antes de subir ao aeroplano, podemos botarlhe umha olhada a Sogama. No polígono de Sam Cibrao das Vinhas, junto a umha fábrica da cooperativa alimentária “Coren”, situase a “ecoplanta” -eufemismo para “recolector de lixo”- de Sogama. Sogama (SOciedade GAlega de Medio Ambiente), é umha empressa participada num 51% pola Junta e num 49% por “Unión Fenosa”. No polígono de donha Elissa… perdóm, do concelho no que governa donha Elissa, concentramse os lixos dos concelhos da provinza de Ourense, que som posteriormente transportados á incineradora de Cerceda. Antes de instalarse a “ecoplanta”, no médio dumha forte protesta vecinhal, produciromse pintadas e concentraçoms diante da cassa da alcaldessa -a súa casa está na aldéia de Sam Cibrao, bem longe do polígono e, evidentemente, da “ecoplanta”-. Algúms vecinhos ziscarom lixo diante da porta da súa cassa. A resposta de donha Elissa foi chamarlhes “terroristas” nos meios de comunicaçóm. Algumha gente insinuou que, daquelas, perdería a alcaldía. A súa resposta foi que quedabam dous anos para as eleiçoms e que, daquelas, todo quedaría esquecido coma se for um mal sonho. Nas seguintes municipais ganhou por maioría absoluta… e acadou um concelheiro máis. Dim que o cacique sabe a quem tem. E ela sabe muito bem a quem tem. De feito, di que cando se ergue, já sabe todo o que passa no concelho. Mesmamente o que dicíam os servizos secretos do dictador fascista Francisco Franco numha reportagem de tv há algúm tempo. Coincidéncias.
O cadro original de Delacroix: A liberdade guiando o povo
A copia: Elissa guiando aos alcaldes

























Caralhudo!
Esta Elisa como é…pra que logo digan que as mulheres nom saben mandar. A esta a Cacique nom lhe gana ninguem (valida calquera das duas acepçoms).